Júlia Adele Dutra Olivier
Assessora de comunicação e estudante de jornalismo

23 de junho de 2021

No dia 1º de agosto é comemorado o Dia Mundial da Amamentação. Essa data foi escolhida pela Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação (World Alliance for Breastfeeding Action – WABA), em 1991.

O dia visava promover a necessidade do aleitamento materno no combate à mortalidade infantil. Essa ação foi aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Já no Brasil, o Ministério da Saúde promove a campanha desde 1999, com o intuito de informar, incentivar e distribuir materiais à sociedade sobre a importância da amamentação.

O aleitamento materno deve ser uma prioridade para a melhoria da saúde e da qualidade de vida das crianças e de suas famílias. Com isso, a promoção dessa ação é de extremo valor social e humano.

Amamentar é um ato de amor.

os cuidados do aleitamento materno:

A amamentação natural é abordada sob o ponto de vista nutricional, imunológico e psicossocial; portanto, é um assunto de interesse multiprofissional envolvendo dentistas, médicos, fonoaudiólogos, enfermeiros, nutricionistas e psicólogos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria, é recomendado a amamentação exclusiva até os seis meses de idade, e complementar com outros alimentos até os dois anos de vida do bebê.

A prática do aleitamento materno deve ser proposta à mãe na primeira consulta pré-natal realizada pelo profissional enfermeiro. A promoção, proteção e apoio a alimentação exclusiva de leite materno são atos que contribuem para a redução da mortalidade infantil.

O leite materno é constituído de substâncias que atuam no sistema imunológico e na proteção do organismo da criança contra infecções.

O desmame precoce pode ser considerado como o processo no qual o bebê não está sendo mais amamentado exclusivamente antes de completar seis meses de idade. Dá-se no momento em que é introduzido água, chás ou outros alimentos.

os benefícios da amamentação para o bebê:

A amamentação proporciona o contato entre a mãe e o filho, estimulando, assim, pele e sentidos. O bebê não sente só o conforto de ver suas necessidades satisfeitas, mas também sente o prazer de ser segurado pelos braços de sua mãe, sentir seu cheiro, ouvir sua voz, perceber seus embalos e carícias, por isso que a amamentação deve ser feita com amor e carinho, sem pressa.

Mamar não supre apenas a necessidade de alimentação. O ato satisfaz as “duas fomes”: a fome de se nutrir, de se sentir alimentado, como também a “fome” de sucção, que envolve componentes emocionais, psicológicos e orgânicos. Se a necessidade de sucção não estiver sendo alcançada, pode causar uma insatisfação emocional, e a criança buscará substitutos como a chupeta, objetos ou o dedo.

Além de proporcionar uma boa respiração, a amamentação, também, reduz a presença de patologias fonoaudiólogas e maus hábitos orais.

O leite materno previne diarreias, desidratação e óbito. Infecções respiratórias também são reduzidas, assim como infecções virais e anemia.

A ausência do leite materno nos primeiros meses interfere na habilidade cognitiva e motora da criança. Além disso, há interferência nos processos de crescimento e desenvolvimento da criança, com prejuízo mental, motor e de linguagem; alterações comportamentais e psicológicas como falta de atenção, fadiga, insegurança e diminuição da atividade física.

O aleitamento materno previne mais de seis milhões de mortes em crianças menores de 12 meses por ano. Portanto, o leite materno tem o efeito protetor contra a mortalidade infantil, especialmente nos países em desenvolvimento.

Os benefícios da amamentação natural não atingem apenas aos bebês, podendo as vantagens se estenderem para a saúde futura. Crianças amamentadas por certo período de tempo têm taxa de infecção por parasitas reduzidas e visão melhor. Na fase adulta, a presença da amamentação quando bebê está relacionada à diminuição de risco para doenças cardiovasculares, redução ou adiamento do surgimento de diabetes em indivíduos susceptíveis, risco reduzido de desenvolver câncer antes dos 15 anos e metade do risco de disfunção neurológica.

Os benefícios da amamentação para a mãe:

Para as mães, a amamentação tem papel importante sob diversos aspectos. Reduz as possibilidade de desenvolver depressão pós-parto, redução de estresse e mau humor.

Os benefícios relacionados à mulher após a amamentação são vários: a forma física retorna ao peso pré-gestacional, menor risco de desenvolver artrite reumatóide, risco reduzido de osteoporose e esclerose múltipla.

Já em relação ao câncer, o ato de amamentar pode reduzir as probabilidades de desenvolver câncer de útero, ovário e mamário.

Muitas mães acham prático amamentar naturalmente, pois o leite já está pronto e na temperatura adequado a qualquer hora e lugar. Mas talvez o mais significativo seja o fato de que uma amamentação bem sucedida com frequência desperta na mulher um sentimento de profunda ligação com o filho e de realização como mãe.

"A mãe que garante a existência dos seus filhos pela amamentação e luta pelo seu crescimento físico e espiritual deve merecer a coroa mais sublime da vida."

Helgir Girodo

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