Júlia Adele Dutra Olivier
Assessora de comunicação e estudante de jornalismo

1° de dezembro de 2021

O dia 1° de dezembro foi instituído em 1987 como o “Dia Mundial de Luta Contra a AIDS”, com o apoio das Organizações Nacionais Unidas (ONU). A data tem como objetivo sensibilizar, informar, celebrar a memória dos que faleceram por decorrência da doença e comemorar as vitórias como o acesso a serviços de tratamento e prevenção disponíveis.

o que é hiv e aids

O HIV é uma sigla em inglês para Vírus da Imunodeficiência Humana. É classificado como um retrovírus, que são um grupo de RNA (ácido ribonucleico essencial na síntese de proteínas, capaz de codificar as informações do DNA) e se replicam para produzir mais DNA.

Em outras palavras, o vírus do HIV se encaixa na célula humana e se funde à membrana celular e o material genético viral penetra no citoplasma. Com o auxílio da enzima transcriptase reversa, o RNA sintetiza uma molécula de DNA, que é destruído, migra para o núcleo e se incorpora ao patrimônio genético da célula.

O DNA do vírus pode ficar inativo por tempo indeterminado e, a qualquer momento, ativar-se e desencadear a síntese de novas moléculas de RNA, que orientam também a síntese de proteínas da cápsula e das enzimas virais. Assim, formam-se novos vírus.

O resultado dessa proliferação é a progressiva diminuição de linfócitos T4, o que, com o tempo, compromete todo o sistema imunológico. Dessa forma, o organismo fica sem defesa.

Aids (acquired immunodeficiency sndrome ou Sida, síndrome da imunodeficiência adquirida).

  • Síndrome: é um conjunto de sintomas e sinais que constitui uma doença;
  • Imunodeficiência: é uma debilidade no sistema de defesa (imunológico) do nosso corpo que combate doenças;
  • Adquirida: significa que você a adquire durante a vida, ou melhor, você não nasce com ela por herança genética.

É o estágio mais avançado da doença. Se caracteriza pelo enfraquecimento do sistema imunológico do corpo, portanto o organismo fica mais vulnerável ao aparecimento de doenças oportunistas.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter Aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas podem transmitir o vírus a outras pessoas.

Ou seja, HIV é o vírus que se instala no organismo humano e a Aids é a doença causada pelo vírus.

história

Entre 1977 e 1978 são descobertos e registrados os primeiros casos definidos como Aids nos Estados Unidos, Haiti e África Central. Em 1980 é registrado o primeiro caso de Aids no Brasil, em São Paulo.

Entretanto, apenas em 1981 que há as primeiras preocupações com uma nova e misteriosa doença nos Estados Unidos. Foi noticiado pela primeira vez em um jornal brasileiro: “Homossexuais masculinos, em particular os viciados em drogas, estão sujeitos a uma enfermidade misteriosa, que reduz a imunidade natural às infecções e, com frequência, os leva à morte”, dizia o jornal O GLOBO.

Em 1982 é registrado o primeiro caso  decorrente de transfusão sanguínea entre os hemofílicos, então é adotado o nome temporário como Doença dos 5H, sendo eles homossexuais, haitianos, hookers (termo em inglês para os profissionais do sexo), hemofílico e heroinomanos (os usuários da heroína injetável). O primeiro caso é oficialmente registrado em São Paulo e foram reconhecidos os possíveis fatores responsáveis pela transmissão sendo contato sexual, uso de drogas injetáveis e contato com sangue e derivados.

Até então a Aids era taxada como a “praga homossexual” ou a “peste gay”; pois os primeiros casos noticiados eram entre a comunidade LGBTQIA+. Esse período foi marcado por muito preconceito pelos gays; “Não bastava você ser gay, você era transmissor da peste gay”, disse o agente de viagens Márcio Roberto Macedo no documentário Cartas para Além dos Muros. Era tratado como a doença da promiscuidade.

Foi notificado o primeiro caso de Aids em crianças e transmissão heterossexual em 1983. Gays e Haitianos são considerados as principais vítimas da doença e surgem as primeiras críticas ao termo grupo de risco, os 5H. Também em 1983 foi registrado o primeiro caso de Aids no sexo feminino no Brasil. A primeira Conferência sobre a Aids, em Denver, nos Estados Unidos. A doença já era relatada em 33 países, apenas nos EUA estavam confirmados 3.000 casos, com um total de 1.283 óbitos. Ainda nesse ano, foi isolado pela primeira vez o vírus da Aids.

Em 1984, descobre-se o retrovírus considerado agente etiológico da Aids. Ocorre a morte do considerado “paciente zero”, Gaetan Dugas, a pessoa que trouxe o vírus para a América. No final do ano já havia 7.000 americanos com a doença.

O primeiro teste anti-HIV é disponibilizado para diagnóstico em 1985. O vírus é denominado como HIV e diferentes estudos buscam meios de diagnosticar a possível origem viral da Aids. O ator Rock Hudson morre, sendo a primeira figura pública conhecida a ter falecido em função da Aids. É instituído o Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (GAPA), primeira ONG do Brasil e da América Latina na luta contra a Aids. Registra-se o primeiro caso de transmissão vertical (da gestante para o bebê). No final do ano, a Aids já era relatada em 51 países. Ocorreu a primeira Conferência Internacional de Aids em Atlanta.

Em 1986, no Brasil, o ativista político e sociólogo, Bentinho, Herbert Souza, confirma sua condição de portador do vírus HIV. No mesmo ano ele fundou a ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids, entidade que vira referência na luta por maior controle dos bancos de sangue e contra a discriminação.

Há o início da utilização do AZT, medicamento para pacientes com câncer em 1987, foi o primeiro medicamento que reduziu a multiplicação do HIV. A Assembleia Mundial de Saúde, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), decide transformar o dia 1° de dezembro no Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

O Sistema Único de Saúde foi criado em 1988. Morre o cartunista Henrique de Souza Filho, o Henfil, aos 43 anos. É diagnosticado o primeiro caso de Aids na população indígena. Em 1989, morre o ator da TV Globo, Lauro Corona, aos 32 anos por Aids. Em fevereiro do mesmo ano, o cantor, compositor e poeta Cazuza confirma sua infecção pelo HIV e impacta a população brasileira por ser a primeira celebridade a aparecer na televisão e em shows com a doença já avançada.

Em 1990, 307 mil casos de Aids haviam sido confirmado oficialmente pela OMS. Morre o cantor de Rock Cazuza, aos 32 anos, e no mesmo ano, seus pais fundam a Sociedade Viva Cazuza, com o foco principal a assistência social e o cuidado de crianças e jovens soro positivos.

Morre Freddie Mercury, cantor do grupo de rock Queen, em 1991. E em 1996, o cantor e compositor da banda Legião Urbana, Renato Russo, veio a óbito, também por Aids.

transmissão

O HIV é transmitido pelas secreções como sangue, “leite materno”, fluído vaginal, sêmen, pré-sêmen ou fluído seminal de pessoas com HIV que possuem carga viral suficiente para infectar outras pessoas.

A transmissão é feita por:

  • Transplante de órgãos de pessoas infectadas;
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterelizados;
  • Sexo vaginal sem camisinha (heterossexual ou homossexual);
  • Sexo anal sem camisinha (heterossexual ou homossexual);
  • Sexo oral sem camisinha (heterossexual ou homossexual);
  • Uso de seringas por mais de uma pessoa;
  • Agulhas de tatuagem utilizada por mais de uma pessoa;
  • Transfusão de sangue contaminado;
  • Da pessoa gestante infectada para seu filho durante a gravidez, parto e amamentação.

Não há evidências que o vírus seja transmitido por suor, urina, saliva ou lágrima, nem por apertos de mão, abraços, tosse, espirro, uso de piscinas ou uso comum de roupas, toalhas, copos, talheres ou louças, pentes, objetos caseiros, compartilhamento de casa ou local de trabalho. Também não se adquire o vírus tomando vacinas ou sendo picado por mosquitos.

Como previnir

A melhor técnica de evitar a Aids / HIV é a prevenção combinada, que consiste no uso simultâneo de diferentes abordagens de prevenção, aplicadas em diversos níveis para responder as necessidades específicas de determinados segmentos populacionais e de determinadas formas de transmissão do HIV.

  • Intervenções biomédicas:

    São ações voltadas à redução do risco de exposição, mediante intervenção na interação entre o HIV e a pessoa passível de infecção. Essas estratégias podem ser divididas em dois grupos: intervenções biomédicas clássicas, que empregam métodos de barreira física ao vírus, já largamente utilizados no Brasil; e intervenções biomédicas baseadas no uso de antirretrovirais (ARV).

    Como exemplo do primeiro grupo, tem-se a distribuição de preservativos masculinos e femininos e de gel lubrificante. Os exemplos do segundo grupo incluem o Tratamento para Todas as Pessoas – TTP; a Profilaxia Pós-Exposição – PEP; e a Profilaxia Pré-Exposição – PrEP.

  • Intervenções comportamentais:

    São ações que contribuem para o aumento da informação e da percepção do risco de exposição ao HIV e para sua consequente redução, mediante incentivos a mudanças de comportamento da pessoa e da comunidade ou grupo social em que ela está inserida.

    Como exemplos, podem ser citados: incentivo ao uso de preservativos masculinos e femininos; aconselhamento sobre HIV/aids e outras IST; incentivo à testagem; adesão às intervenções biomédicas; vinculação e retenção nos serviços de saúde; redução de danos para as pessoas que usam álcool e outras drogas; e estratégias de comunicação e educação entre pares.

  • Intervenções estruturadas:

    São ações voltadas aos fatores e condições socioculturais que influenciam diretamente a vulnerabilidade de indivíduos ou grupos sociais específicos ao HIV, envolvendo preconceito, estigma, discriminação ou qualquer outra forma de alienação dos direitos e garantias fundamentais à dignidade humana.

    Podemos enumerar como exemplos: ações de enfrentamento ao racismo, sexismo, LGBTfobia e demais preconceitos; promoção e defesa dos direitos humanos; campanhas educativas e de conscientização.

  • Pré-natal:

    Durante a gestação e no parto, pode ocorrer a transmissão do HIV (vírus causador da aids), e também da sífilis e da hepatite B para o bebê. O HIV também pode ser transmitido durante a amamentação. Por isso as gestantes, e também suas parcerias sexuais, devem realizar os testes para HIV, sífilis e hepatites durante o pré-natal e no parto.

    O diagnóstico e o tratamento precoce podem garantir o nascimento saudável do bebê. Informe-se com um profissional de saúde sobre a testagem.

    Os testes que as gestantes devem fazer no pré-natal são:

    • Nos três primeiros meses de gestação: HIV, sífilis e hepatites.

    • Nos três últimos meses de gestação: HIV e sífilis.

    • Em caso de exposição de risco e/ou violência sexual: HIV, sífilis e hepatites.

    • Em caso de aborto: sífilis.

    Os testes para HIV e para sífilis também devem ser realizados no momento do parto, independentemente de exames anteriores. O teste de hepatite B também deve ser realizado no momento do parto, caso a gestante não tenha recebido a vacina.

    As gestantes que forem diagnosticadas com HIV durante o pré-natal têm indicação de tratamento com os medicamentos antirretrovirais durante toda gestação e, se orientado pelo médico, também no parto. O tratamento previne a transmissão vertical do HIV para a criança.

    O recém-nascido deve receber o medicamento antirretroviral (xarope) e ser acompanhado no serviço de saúde. Recomenda-se também a não amamentação, evitando a transmissão do HIV para a criança por meio do leite materno.

PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV)

A PEP é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções. Deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, tais como:

  • Violência sexual.

  • Relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha).

  • Acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico).

A PEP é uma tecnologia inserida no conjunto de estratégias da Prevenção Combinada, cujo principal objetivo é ampliar as formas de intervenção para atender às necessidades e possibilidades de cada pessoa e evitar novas infecções pelo HIV, hepatites virais e outras IST.

Como profilaxia para o risco de infecção para o HIV, a PEP consiste no uso de medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco de infecção em situações de exposição ao vírus.

Trata-se de uma urgência médica, que deve ser iniciada o mais rápido possível – preferencialmente nas primeiras duas horas após a exposição e no máximo em até 72 horas. A duração da PEP é de 28 dias e a pessoa deve ser acompanhada pela equipe de saúde.

Recomenda-se avaliar todo paciente com exposição sexual de risco ao HIV para um eventual episódio de infecção aguda pelos vírus das hepatites A, B e C.

PrEP (Profilaxia pré-exposição)

A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV é um novo método de prevenção à infecção pelo HIV. Consiste na tomada diária de um comprimido que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV, ou seja, o indivíduo se prepara antes de ter uma relação sexual de risco para o HIV.

A PrEP é a combinação de dois medicamentos (tenofovir + entricitabina) que bloqueiam alguns “caminhos” que o HIV usa para infectar o organismo. Se você tomar PrEP diariamente, a medicação pode impedir que o HIV se estabeleça e se espalhe em seu corpo.

Mas a PrEP só tem efeito se você tomar o medicamento todos os dias. Caso contrário, pode não haver concentração suficiente das substâncias ativas em sua corrente sanguínea para bloquear o vírus.

A PrEP não é para todas as pessoas. Ela é indicada para aquelas que tenham maior risco de entrar em contato com o HIV. Você deve considerar usar a PrEP se:
Fizer parte de uma dessas populações-chave: 

  • Gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH); 
  • Pessoas trans;
  • Trabalhadores(as) do sexo.

E, além disso, se você: 

  • Frequentemente deixa de usar camisinha em suas relações sexuais (anais ou vaginais);
  • Tem relações sexuais, sem camisinha, com alguém que seja HIV positivo e que não esteja em tratamento;
  • Faz uso repetido de PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV);
  • Apresenta episódios frequentes de Infecções Sexualmente Transmissíveis.

Sintomas e diagnósticos

Os sintomas da Aids são: febre, aparecimento de gânglios, crescimento do baço e do fígado, alterações elétricas do coração e/ou inflamação das meninges nos casos graves. Na fase aguda, os sintomas duram de três a oito semanas. Na crônica, os sintomas estão relacionados a distúrbios no coração e/ou no esôfago e no intestino. Cerca de 70% dos portadores permanece de duas a três décadas na chamada forma assintomática ou indeterminada da doença.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente testes para diagnóstico do HIV (o vírus causador da aids), e também para diagnostico da sífilis e das hepatites B e C. Existem, no Brasil, dois tipos de testes: os exames laboratoriais e os testes rápidos.

Os testes rápidos são práticos e de fácil execução; podem ser realizados com a coleta de uma gota de sangue ou com fluido oral fornecem o resultado em, no máximo, 30 minutos.

O teste de HIV deve ser feito com regularidade e sempre que você tiver passado por uma situação de risco, como ter feito sexo sem camisinha. É muito importante que você saiba se tem HIV, para buscar tratamento no tempo certo, possibilitando que você ganhe muito em qualidade de vida. Procure um profissional de saúde e informe-se sobre o teste.

tratamento

Os primeiros medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980. Eles agem inibindo a multiplicação do HIV no organismo e, consequentemente, evitam o enfraquecimento do sistema imunológico. O desenvolvimento e a evolução dos antirretrovirais para tratar o HIV transformaram o que antes era uma infecção quase sempre fatal em uma condição crônica controlável, apesar de ainda não haver cura.

Por isso, o uso regular dos ARV é fundamental para garantir o controle da doença e prevenir a evolução para a aids. A boa adesão à terapia antirretroviral (TARV) traz grandes benefícios individuais, como aumento da disposição, da energia e do apetite, ampliação da expectativa de vida e o não desenvolvimento de doenças oportunistas. 

Numa abordagem comunitária, é possível identificar uma redução de vírus circulante, ou seja, se as PVHIV estão com carga viral suprimida/indetectável – baixa quantidade de vírus devido ao tratamento – elas não irão transmitir. Atualmente adotamos o I=I – indetectável é igual intransmissível, dessa forma, entende-se que o tratamento é uma forma de prevenção.

Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) todos os medicamentos ARV e, desde 2013, o SUS garante tratamento para todas as pessoas vivendo com HIV (PVHIV), independentemente da carga viral.

A vida de quem tem HIV

Para conquistar a condição de indetectável o paciente deve seguir o tratamento recomendado durante seis meses, e então manter a carga viral indetectável após o primeiro resultado do teste indetectável, sendo recomendado realizar o exame de carga viral a cada seis meses.

Desta forma, o paciente com HIV, que segue o tratamento adequado, pode viver com o vírus e levar uma vida saudável, além de poder viver tanto tempo quanto uma pessoa que não possui o vírus.

Uma pesquisa realizada pela UNAIDS aponta que maioria das pessoas que vive com HIV e das pessoas que vive com AIDS no Brasil já passou por pelo menos alguma situação de discriminação ao longo de suas vidas.

Pela Constituição brasileira, as pessoas vivendo com HIV, assim como todo e qualquer cidadão brasileiro, têm direitos garantidos; entre eles, estão a dignidade humana e o acesso à saúde pública e, por isso, são amparadas pela lei.

Para saber mais sobre os direitos acesse: direitos das PVHIV

as informações mais recentes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (29) um novo tratamento para o HIV que reúne duas substâncias em único comprimido.

O novo medicamento é uma combinação das substâncias lamivudina e dolutegravir sódico. Ele poderá ser prescrito para o tratamento completo da infecção pelo vírus em adultos e adolescentes acima de 12 anos com pelo menos 40 kg.

Fontes

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